26 de agosto de 2016

Para oferecer

à minha mana que faz anos brevemente comecei a Peipponen Shawl, design de Heidi Alander, a mesma autora da Titanium Shawl que fiz no passado. Até agora tem sido o trabalho perfeito depois da Estuary Scarf que fiz, bem mais leve em concentração e muito mais rápida de executar ;o)

Entretanto adoptei uma nova forma de seguir instruções para tricotar. Adquiri um tablet de 7 polegadas, o tamanho perfeito para transportar comigo para qualquer canto da casa, o brilho do ecrã facilita a leitura e no visualizador do Acrobat posso aumentar, escrever, desenhar, sublinhar, rasurar como quiser e manter assim até quando quiser, no fim tenho o ficheiro com ou sem apontamentos. Começava a 'stressar' com a impressão de folhas, o testar instruções e depois não gostar e ficar com ainda mais folhas de rascunho. Os tinteiros gastam-se a uma velocidade vertiginosa e são muito caros... E depois tenho a vantagem de centralizar as publicações por aqui em vez de andar com (tantas) transferências bluetooth com o telemóvel ou máquina fotográfica.


19 de agosto de 2016

A (minha) Estuary Scarf

Concluída antes do meu dia e bloqueada na véspera dele, olho para ela e nela vejo um desafio que consegui ultrapassar, sobretudo um desafio à minha atenção e sobretudo paciência, pois neste trabalho ela foi bastante testada: desde laçadas que se entrelaçam em outras malhas e nos fazem no avesso da peça a tricota-las juntas ou simplesmente cairem sem me dar conta. O maior desmancho ocorreu no primeiro 'quase fim' da peça, onde me vi 'obrigada' a desmanchar umas 80 carreiras porque uma das repetições que tricotei fazia com que as ondas mais pequenas não ondulassem consecutivamente... Encontrar-me não foi difícil mas depois emperrei num erro que me estava a desanimar e para desanuviar, comecei e terminei um casaco (ver post anterior a este) sem sequer tocar neste trabalho. Voltei mais animada e pronta para terminar as repetições finais que confundem já que fazem-nos trabalhar com numerações diferentes numa mesma carreira.
Bloquear a peça também não foi 'pêra doce'. Já vi alguns bloqueios dessa peça pelo Ravelry e não gostei, alteravam toda a estrutura da peça e depois tive conhecimento de um bloqueio através de arames flexiveis presos com os alfinetes para manter as curvaturas mas para este trabalho para além de não ter o material necessário queria manter as ondas do bordo e com muito põe e tira de alfinetes, praticamente não estiquei em comprimento, abri mais em largura porque era isso que iria mostrar o desenho. Com a ajuda de um tapete de ginástica, bem mais prático que os módulos de espuma já que posso 'levar' a peça bloqueada para onde quiser durante a secagem e por mim falo já que a minha casa não tem quartos de sobra nem muito menos espaço de sobra e na rua estava fora de questão, não fosse a gata Pituxa achar piada à minha oferta de 'mim para mim' ;o)
Seguem-se as fotos, as que foram possíveis de tirar:













12 de agosto de 2016

Para desanuviar ;o)

Fiz um casaco para o meu filho mais novo, utilizando restos de lãs que usei para os últimos bonecos/roupas em lã que fiz. Tinha 1 novelo inteiro (cada tem 50g, da Lã Drops Karisma)e metade de outro em branco e tinha as restantes cores já utilizadas para fazer os bonecos e utilizando uma agulha acima e baseando-me neste casaco apenas no ponto da transição de cores alterei o número de malhas a montar, fiz logo a gola e bordo por inteiro sem ter que levantar malhas, baseei-me num decote raglan sem ser o Kfb (knit front and back), fiz aumentos M1l e M1r e no meio deles um slip stitch que era tricotado em liga no avesso. Andei apaixonada pelo avesso achava-o bastante bonito e perfeito mas uma vez começado como fiz decidi manter assim. Optei por colocar um fecho corrido, neste casaco não ficava bem um ou três botões, como a malha é bem mais aberta deforma-se muito e além do mais como não fiz casas e fiz as duas laterais com a mesma medida (fiz tudo em costuras em top down) fazer uma argola para passar por um botão iria ainda esticar e deformar mais o casaco. Coloquei mãos na tesoura, num casaco já muito gasto pelos anos e a lã branca foi à justa, quase tive uma coisa má quando vi que não dava para a última barra da última manga mas depois de 'chorar' um bocado vi uma pontinha de lã a sair do saco que estava a usar e vi lá um mini novelo e deu para terminar, no entanto até antes das últimas 3 malhas da risca branca, a lã não chegava e lembrei-me que tinha uma ponta com uns 20 cm que sobrara das roupas dos bonecos e deu para terminar a risca e continuar as restantes ;o) O filhote acompanhou o crescimento da peça e adorava experimentar bem como ouvir elogios de que estava lindo, até abria os braços para entrar as mangas, um fofo ;o)

O Estuary Shawl passou por uma crise logo nas ultimas carreiras quando vi a sucessão dos 2padrões do esquema não era coeso, fiz bem as repetições de um mas do outro não... desmanchei umas 80 carreiras em lace sem linha de salvação... salvei-me na mesma e já retomei a tarefa de continuar oque tinha feito com tanto afinco. Espero que o termine a tempo do meu dia ;o)